Delírios olhados de frente
Concertos, montantes 
E rastros. Nos toques dos atos, nos
Grandes atrasos fico gasta,
Ondulo de volta. Pras bases, pros rasgos
Nulos absurdos, calados em pílulas de
Horror e delícia, morfeus e Marias 
Em vísceras, esporos, cáries, feridas, torções,
Espamos e tanto sono.
Me lembro de doer e bocejo, me lembro
Embolada sem sonhos ou foram só
Desejos. Sei lá. Entrego pro mofo muco pó
Esgoto entulho ojeriza de mim 
Mesma evasão, mesmo embrulho nas tripas, cartelas
Vedadas em alumínio e desgaste. Aos
Eventos eternos o ódio. Aos lugares
Riscados retorno. Tantos nós
Reatados na ânsia por pulso
Ouvido maisoumenos de longe e a
Náusea e a fome da morte espontânea que a
Hora ainda atrasa

Sem Esperança, de Frida Khalo




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