maquinadeloco

frio de dedos molhados há séculos pressionam meu pescoço

falo frases débeis com eles assim, num esgano, um pouco por dia, lá pelas
15h,
sentados comigo na mesa do almoço
ou dos bares,,,
batucam, tumdumtis, de esguelha
um samba morto há milênios
meu engasgo
os dedos, frios, frios,
me doem na pele, arrancam meus pelos
pacientes tipo o sol que se levanta e deita e
como rios que secam no caminho pra sempre
e entram na minha boca, arranham a guela
frios como aço os dedos



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