nopasso

dos mergulhos insones no asfalto
frio, meiomolhado ou
morno pro fim de tarde
os dedos dobrados se deitam
com fome, quase sonoletos
quase perguntam as horas
que estranho seria falarem das sombras
por cima dos espinhos na rua esses
que picam vagamente pele,
calcanhar, planta, a parte esquecida pelos nomes
quase num bocejo, quase
com os dentes a mostra por uns segundos
pra quem contou e não sabe
ainda
que o asfalto é que mergulha
os dentes o frio os dedos
nos passos




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