Artedoroubo
o eterno revolto mar manso,
onde ondas insones vigiam
caminhando a distância dos dias,
encontra nas bordas descanso.
se importa a alguém a história
que escora em pedaços flagrantes,
nonde o vento se move de instantes
sem ponteiros porteiros ou guias,
que se abram os olhos do exato
infinito momento de agora,
já curvado por trás da memória
abraçado às pegadas dos fatos,
no contínuo desvio do espaço
entre os lábios abertos da espera,
é a flor a pergunta e a fera
engolindo um deserto entre passos.
que encontros suspeitos fizeram
com que o tempo tão livre de amarras
se tornasse o suspiro das garras
de existências que nascendo encerram?
é na volta incessante de outros
passados em que pousam os fios
de um punho que cerrado em mil
trança i(vin)das com desejos soltos.
e se a vida inda tarda no mundo
é que a espuma dos dias vagueia
e se deita, se embala na areia
mas não dorme, eletriza tudo.

onde ondas insones vigiam
caminhando a distância dos dias,
encontra nas bordas descanso.
se importa a alguém a história
que escora em pedaços flagrantes,
nonde o vento se move de instantes
sem ponteiros porteiros ou guias,
que se abram os olhos do exato
infinito momento de agora,
já curvado por trás da memória
abraçado às pegadas dos fatos,
no contínuo desvio do espaço
entre os lábios abertos da espera,
é a flor a pergunta e a fera
engolindo um deserto entre passos.
que encontros suspeitos fizeram
com que o tempo tão livre de amarras
se tornasse o suspiro das garras
de existências que nascendo encerram?
é na volta incessante de outros
passados em que pousam os fios
de um punho que cerrado em mil
trança i(vin)das com desejos soltos.
e se a vida inda tarda no mundo
é que a espuma dos dias vagueia
e se deita, se embala na areia
mas não dorme, eletriza tudo.

Jean-Michel Basquiat "Exu"


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